Você é errado, sem noção, bobo, idiota, diferente. E de alguma forma eu te quero. Quero porque você é assim. Esse é o seu jeito e não algo que os outros querem que você seja. Te quero porque mesmo com seus erros e falhas, você não deixa de ser amável, te quero porque você é você.
Gostei de você quando você me ensinou a gostar de mim.
Porque eu sei que é amor, e eu não peço nada em troca.
Era engraçado porque, toda vez que ele me fazia sorrir ou rir, eu sentia uma vontade incontrolável de explicar pra ele o quanto eu o amava.
Eu disfarço muito e quase ninguém percebe. Tem um monte de gente por aí que acha que me conhece o suficiente. Outros tantos acham que sabem o bastante sobre a minha vida. Entra no meu mundinho quem eu deixo. Acho que a gente não deve escancarar a vida, tem coisa que é só nossa e de mais ninguém. Quanto mais a gente dá liberdade para os outros mais eles se sentem no direito de se intrometer e meter o bedelho. Não gosto, pois da minha vida cuido eu.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer não. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer não.
Querer e não poder dói. Sonhar e não realizar dói. Planejar e não acontecer dói. Tudo isso fere, corta, sangra. E não dá pra gente se debater e sair chorando feito criança pequena, pois grandes já somos. É preciso encarar, secar a lágrima no canto do rosto, seguir em frente. Gente grande segue em frente. E isso também dói. Dói saber que você é uma página virada. Ou arrancada. Dói saber que tudo, tudo mesmo virou nada. Mas o bom da vida é justamente saber que uma nova página sempre nos espera. Ainda bem.